Juiz indefere recurso do governo contra liminar ganha pelo sindicato que obriga a aplicação da Lei do Piso no que tange a jornada de 1/3 extra-sala, veja despacho:
"O dispositivo a ser observado é decorrência do princípio da valorização do professor, cuja atividade não se restringe a ministrar aulas, mas exige a dedicação e o dispêndio de inúmeras horas com estudo, para aperfeiçoamento e aprofundamento profissional, correção de provas, avaliação de trabalhos, controle de frequência e registro de notas, indispensáveis ao ensino de qualidade que é garantido pela Constituição Federal e reconhecido pela Suprema Corte. Nas circunstâncias, diante do tempo decorrido, o Estado de São Paulo teve tempo suficiente para se preparar e se adaptar à lei, não sendo razoável que, após a decisão do STF, mesmo que pendente o julgamento de vários embargos de declaração, exijam-se, ainda, mais sacrifícios do professorado, com prejuízo à qualidade da educação. Do exposto, indefiro o pedido de suspensão da liminar requerido pelo Estado de São Paulo."
O magistério paulista tem desde já ficar mobilizado para o ano de 2012, tendo em vista a possibilidade do governo não cumprir uma lei que foi aprovada pelo Congresso Nacional, sancionada pela Presidência da República e ratificada sua constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, a Lei 11738 - a chamada Lei do Piso. Nossa resposta, em caso de não cumprimento da lei, será nas praças, avenidas e ruas do Estado de São Paulo, como vários outros estados já fizeram.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
GREVE NA JUSTIÇA FEDERAL
Os servidores da Justiça Federal estão em greve a mais de 70 dias sem que o presidente do STF responda à pauta de reivindicações. A principal demanda é sobre a reposição salarial que a 5 anos não ocorre. Nossa solidariedade e apoio aos lutadores que não temem e nem se acovardam diante das ameaças, perseguições e assédio moral dos juízes. SÓ A LUTA MUDA A VIDA! ATÉ A VITÓRIA!
fotos do ato realizado em Guarulhos dia 05/12 onde tem um juiz retalhando os grevistas
terça-feira, 29 de novembro de 2011
JUSTIÇA MANDA GOVERNO CUMPRIR LEI DO PISO
Justiça manda SP cumprir carga horária de piso para professor
Legislação aprovada em 2008 e validada pelo STF estabelece que um terço do tempo remunerado é para atividades fora da sala de aula
iG São Paulo | 28/11/2011 19:13
A Justiça concedeu liminar ao Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) para que a lei do piso para professor se aplique a todos os 225 mil docentes ativos da rede a partir de 2012. Com isso, um terço da carga horária remunerada dos professores precisa ser reservado à formação e outras atividades além da aula. Atualmente, a Secretaria Estadual de Educação paulista separa apenas 17% do tempo de trabalho para preparo do profissional e das atividades.
Leia também:
A lei 11.738, que trata do piso nacional, foi aprovada em 2008 e questionada juridicamente por alguns Estados. Este ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou o recurso improcedente e aprovou todo o teor da lei que exige remuneração mínima - hoje em R$ 1.187 por 40 horas semanais - e que ao menos um terço das horas recebidas sejam cumpridas fora de sala de aula. A Apeoesp entrou com ação pelo não cumprimento da lei e o juiz Luiz Fernando Camargo de Barros Vidal, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu na tarde desta segunda-feira, liminar que estabelece o cumprimento da legislação.
No seu despacho o Juiz informa que a Secretaria da Educação “silenciou” frente à possibilidade de manifestação preliminar. Na sequência, informa que a Fazenda Pública do Estado se manifestou afirmando que a jornada de trabalho estadual deve prevalecer sobre a lei federal. O juiz não aceitou a argumentação e concluiu que o cumprimento da lei interessa não apenas aos professores, mas também aos alunos, “posto que a providência concorre para a melhoria das condições de ensino.”
Após recordar às razões pelas quais o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela integral constitucionalidade da lei o despacho do juiz afirma: “Deste modo, e porque o pensamento do juízo é concordante com o entendimento do STF, e mesmo porque seria veleidade decidir em sentido contrário, não há razão alguma para deixar de ser acolhido o argumento contido na inicial a respeito da pronta eficácia e aplicabilidade da norma legal.”
"Se, portanto, a Secretaria da Educação tinha alguma dúvida sobre como aplicar a lei, não resta mais nenhuma. Deve simplesmente cumpri-la tal como está redigida, destinando no mínimo 33% do total da jornada de trabalho de cada professor para atividades extraclasses", comemorou a presidente do sindicato, Isabel Noronha.
O iG questionou a Secretaria de Educação quando soube da decisão, às 18h42, e aguarda resposta.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
“SAARA LIVRE”
Localizado no norte da África, o Saara Ocidental é o último país do continente que ainda é colônia. Invadido pela Espanha no século XIX, que só se retirou em 1976 e como todo bom explorador e dominador procurou manter sua influência sobre a região. Para tanto, dividiu o país em dois e entregou uma parte para o Marrocos e a outra para a Mauritânia.
Em 1973, foi criada uma organização político-militar para fazer a luta pela independência do país. A frente Popular para a Libertação de Saguia el Hamra e Rio Del Oro – Frente Polisário – em26 de fevereiro de 1976, quando da saída da Espanha deu seu grito de independência e proclamou a República Árabe Saaraui Democrática (a Rasd), reconhecida hoje por 82 países ( o Brasil não é um deles).
A guerra contra a Frente Polisário tornou-se por demais dispendiosa para a Mauritânia, levando-a a assinar um tratado de paz em 1979 e a se retirar das terras saarauis. Doravante todos os esforços estavam voltados para a expulsão do outro invasor. Para conter o avanço da luta pela independência, a monarquia marroquina mandou construir um muro que divide o país de norte a sul, que tem em torno de 2400 quilômetros de extensão. O lado oeste (costa atlântica) ficou com o Marrocos, cerca de 2/3 do território; e a parte oriental ficou sob o controle da Rasd.
Em 1991 foi assinado um cessar-fogo entre a Frente Polisário e o Exército Marroquino, intermediado pela ONU. O acordo de paz previa a realização de um referendo a fim de ouvir a população sobre a permanência ou não do Marrocos nos territórios invadidos. Como o governo do Marrocos insiste em que os marroquinos residentes nas terras saarauis também votem no referendo (o número de marroquinos no Saara Ocidental não é divulgado pelo governo) até hoje não foi realizada a tal consulta popular.
As riquezas minerais (o país é um dos principais produtores de fosfato, fundamental na produção de fertilizantes) e um litoral rico para a pesca (uma das melhores zonas pesqueiras do planeta) desperta os interesses dos invasores e seus aliados. Para garantir o acesso a essas riquezas, os invasores não respeitam nada e se utilizam dos piores métodos para impor. As narrativas de violação dos direitos humanos são estarrecedoras: torturas psicológicas, físicas e sexuais são utilizadas cotidianamente.
Mulheres violentadas, desaparecimentos, prisões arbitrárias, assassinatos são formas que o governo marroquino utiliza para manter os saarauis subjugados. A luta desse povo pela sua independência, pela o direito ao seu país, pela sua dignidade deve contar com o apoio solidário de todos aqueles que defendem a autodeterminação dos povos, que combatem o imperialismo e o capitalismo, que lutam contra a exploração e opressão. Fora o imperialismo do continente africano. Fora Marrocos das terras saarauis. Viva o Saara Ocidental livre!
EDERALDO BATISTA
é professor de História
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE
A TLS REPUDIA A VIOLÊNCIA COMETIDA PARA COM O DEPUTADO ESTADUAL DO PSOL DO RIO DE JANEIRO MARCELO FREIXO
Nós da corrente política TRABALHADORES NA LUTA SOCIALISTA , vimos através do presente nos solidarizarmos com o Deputado Estadual Marcelo Freixo do PSOL do Rio de Janeiro, ameaçado de morte juntamente com sua família por ter presidido a CPI das milícias, que condenou mais de 200 policiais corruptos que JÁ mataram a juíza Patrícia Accioli e centenas de outras pessoas.
Diante dessa realidade, Marcelo Freixo está sendo obrigado a sair do país juntamente com sua família para não serem assassinados, enquanto o estado brasileiro nada tem feito para solucionar e proteger de fato a integridade física dele e de demais pessoas de bem. Não podemos aceitar que os cidadãos de bem sejam expulsos, enquanto as milícias, corruptos e bandidos ficam livres para coagir e assassinar as pessoas, contando ainda com o beneplácito do Estado brasileiro.
São Paulo, 09 de novembro der 2011.
NÚCLEO DIRIGENTE CENTRAL DA TLS.
Nós da corrente política TRABALHADORES NA LUTA SOCIALISTA , vimos através do presente nos solidarizarmos com o Deputado Estadual Marcelo Freixo do PSOL do Rio de Janeiro, ameaçado de morte juntamente com sua família por ter presidido a CPI das milícias, que condenou mais de 200 policiais corruptos que JÁ mataram a juíza Patrícia Accioli e centenas de outras pessoas.
Diante dessa realidade, Marcelo Freixo está sendo obrigado a sair do país juntamente com sua família para não serem assassinados, enquanto o estado brasileiro nada tem feito para solucionar e proteger de fato a integridade física dele e de demais pessoas de bem. Não podemos aceitar que os cidadãos de bem sejam expulsos, enquanto as milícias, corruptos e bandidos ficam livres para coagir e assassinar as pessoas, contando ainda com o beneplácito do Estado brasileiro.
São Paulo, 09 de novembro der 2011.
NÚCLEO DIRIGENTE CENTRAL DA TLS.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
REUNIÃO DO POLO
Ontem (10/11) na reunião em Guarulhos a Secretaria da Educação, com a presença do secretário e seu adjunto, informou que não vai rever a Resolução 44 que dispoe sobre as férias repartidas dos professores, em resposta ao questionamento da professora Ozani que afirmava que diretores, dirigentes e supervisores terão garantidos suas férias de trinta dias, menos os professores...
Questionado também sobre a quarentena dos contratados (categoria L e O) respondeu que o DRHU está terminado uma proposta de revisão e alteração para 30 dias. Ou seja, hoje a lei exige que após um ano de contrato o professor fique 200 dias sem vínculo algum com o Estado, com a alteração passaria para um mês.
A professora Rosana protocolou junto ao secretário uma carta com nossas reivindicações e o questionou sobre o processo de atribuição, ao que ele respondeu que a intenção era realizar em dezembro pois assim poderia manter as férias de 30 dias em janeiro, no entanto consultas realizadas junto as Diretorias de Ensino responderam que não é possível a atribuição em dezembro.
A reunião contou com a presença das seguintes DEs: Guarulhos Norte e SUL; Itaquaquecetuba; Leste 1,2,3,4,5 ; Mogi das Cruzes; Suzano.
Questionado também sobre a quarentena dos contratados (categoria L e O) respondeu que o DRHU está terminado uma proposta de revisão e alteração para 30 dias. Ou seja, hoje a lei exige que após um ano de contrato o professor fique 200 dias sem vínculo algum com o Estado, com a alteração passaria para um mês.
A professora Rosana protocolou junto ao secretário uma carta com nossas reivindicações e o questionou sobre o processo de atribuição, ao que ele respondeu que a intenção era realizar em dezembro pois assim poderia manter as férias de 30 dias em janeiro, no entanto consultas realizadas junto as Diretorias de Ensino responderam que não é possível a atribuição em dezembro.
A reunião contou com a presença das seguintes DEs: Guarulhos Norte e SUL; Itaquaquecetuba; Leste 1,2,3,4,5 ; Mogi das Cruzes; Suzano.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
HADDAD PROPÕE 220 DIAS LETIVOS.
Ministro da Educação propõe aumento dos dias letivos
O Ministro da Educação Fernando Haddad declarou ser favorável ao aumento dos dias letivos, como forma de resolver os baixos índices de aprendizagem dos alunos. No afã para ser o candidato do PT a prefeitura de São Paulo o ministro vai na contramão da história.
Os indicativos de que alunos que tem mais horas na escola aprendem mais, não estão relacionados com os dias letivos, uma vez que, hoje, nos diversos países aonde tem altos índices na educação, estão debatendo a diminuição dos dias letivos. Trata-se na verdade de aumentar a permanência dos alunos na escola, ou seja, os alunos passam a ter mais horas por dia na escola.
Se a proposta de Alckmin/ Herman de dividir as férias dos professores em 15 dias em janeiro e 15 dias em julho já provocou a revolta entre nós, a proposta do ministro-pré-candidato é praticamente de acabar com as férias, pois hoje os 200 dias letivos terminam após o dia 20 de dezembro, aumentar 20 dias significa entrar nas nossas férias.
Nos países da OCDE, os professores lecionam, em média, de 183 a 186 dias, de acordo com o nível de ensino. Apenas quatro países têm 200 ou mais dias letivos e destes, só a Coreia possui 220.
Trabalho dos professores - dias por ano destinados ao ensino (2009)
Países membros da OCDE
Fundal I (1) Fund II (1) E Médio (1)
Alemanha 193 193 193
Austrália 197 197 193
Áustria 180 180 180
Bélgica(Flandres) 178 179 179
Bélgica (Valônia) 183 183 183
Chile 191 191 191
Coreia 220 220 220
Rep. Tcheca 189 189 189
Dinamarca 200 200 200
Escócia 190 190 190
Eslováquia 187 187 187
Eslovênia 190 190 190
Espanha 176 176 171
Estados Unidos 180 180 180
Estônia 175 175 175
Finlândia 188 188 188
Grécia 177 157 157
Hungria 181 181 181
Inglaterra 190 190 190
Irlanda 183 167 167
Islândia 176 176 171
Israel 183 176 176
Itália 172 172 172
Japão 201 201 198
Luxemburgo 176 176 176
México 200 200 176
Noruega 190 190 190
Países Baixos 195
Polônia 181 179 180
Portugal 175 175 175
Turquia 180 180
Média OCDE 186 185 183
Pelo fim da divisão das férias; Pela volta dos 180 dias letivos!
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